Pazuello cai atirando?

Eu particularmente, não concordo com essa afirmação. Eduardo Pazuello

O que vimos nas palavras do General Eduardo Pazuello, foi apenas a explanação do que ele viu e sentiu em contato com os politiqueiros de plantão, durante o seu período frente ao Ministério da Saúde.

Durante o discurso de despedida para os servidores do Ministério da Saúde, na quarta-feira dia 24/03/2021, o General desabafou, delatando a quem o queira ouvir e entender, que existe um grupo interessado apenas em propinas e coisas que possam levar à troca de favores.

Os políticos interessados, e isso o jornalismo da grande mídia não se interessa em mostrar.
Eles alertam que Pazuello não deu nomes.
Mas a pergunta, é: “E precisaria Pazuello dar nomes?”
A mídia tão esperta não é capaz de saber quem está por trás de tanta pressão, para que fosse derrubado o Ministro Pazuello?

Pazuello tentou emprestar à pasta, atributos militares como “probidade e honestidade” mas caiu, depois de identificar um grupo de médicos do ministério disposto a boicotá-lo.

“Esse grupo tentou empurrar uma pseudo-nota técnica que nos colocaria em extrema vulnerabilidade, querendo que aquele medicamento, a partir dali, estava com critérios técnicos do ministério, e ele (o medicamento) não tinha”.

Pazuello contou ter reunido a equipe no final do mês passado para informar que sua gestão vinha sendo alvo de diferentes ofensivas. Disse também que nessa reunião ele previu que cairia muito em breve. Em nenhum momento, Pazuello citou os nomes de quem supostamente o aliciava ou trabalhava para derrubá-lo.

“Eu reuni toda minha equipe no dia 23 de fevereiro: fiz um quadrinho e mostrei todas as ações orquestradas contra o ministério. Eram 8!. Falei que não tinha como nós chegarmos até o dia 20 de março. Marcelo foi consultado já no início de fevereiro”, afirmou Pazuello, ao lado de Queiroga.

Em seu discurso, o general disse que se recusou a atender pedidos de pessoas cujos nomes constavam numa lista enviada ao ministério por “uma liderança política”.
“Ali começou a crise com a “liderança política que nós temos hoje […]. Aí chegou no final do ano, uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente […]. Foi outra porrada, porque todos queriam o pixuléco no final do ano”, acusou o ex-ministro.
Pazuello justificou a razão pela qual o caixa do ministério era tão cobiçado.

“O ministério é o foco, o aval das pressões políticas. Por quê? Por causa do dinheiro que é destinado aqui de forma discricionária […]. A operação de grana com fins políticos acontece aqui. Acabamos com 100%? Claro que não: 100% nem Jesus Cristo. Nós acabamos com muito.
Pazzuelo disse textualmente que virtudes próprias dos militares como “honestidade” e “ética” estavam em falta no ministério quando assumiu.
“Faltava gestão, liderança, ética, probidade, honestidade, responsabilidade. Trouxemos esses atributos para onde, normalmente, pela própria construção política que se faz, não são atributos que vêm junto. Quais são os atributos que vêm aqui: relacionamento normalmente, composição política, direcionamento de politicas não sei do quê. é um cargo político”.
Em seu discurso desabafo, Pazuello tentou ser didático e ilustrou situações com as quais teve de lidar na Esplanada.

“Quando você vem com atributos como esses, causa um olhar. As pessoas começam a te olhar diferente: ‘poxa, você não tem interesse?’ ‘Não’. ‘Não quer falar com a empresa tal?’ ‘Claro que não’. ‘Você não recebe empresa?’ ‘De jeito nenhum’. ‘Não vai aceitar o cara aqui fazendo lobby?’ ‘Não’. ‘Não vai favorecer o partido A, B ou C?’ ‘Claro que não’. ‘E o operador do fulano, beltrano?’ ‘Não’. Porra, vai dar merda. É assim que funciona”.

O ex-ministro disse que militares não possuem “conta bancária alta”, “carros caros”, “avião”. Moramos em casas pequenas, quarto de hotel e andamos com carros de classe média”.

Infelizmente a ideologia penetrou nos consultórios e nos corredores de hospitais, quase, de forma generalizada no Brasil inteiro.

(ap. Ely Silmar Vidal – Teólogo: COJAE 0001-12-PF-BR; Psicanalista: CONIPSI CIP: 0001-12-PF-BR; Jornalista: DRT-0009597/PR e presidente do CIEP – Clube de Imprensa Estado do Paraná)

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Mensagem 25032021 – Pazuello cai atirando? – (imagens da internet)

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Autor: Ely Vidal

Olá, eu sou Psicanalista, Jornalista, Teólogo e pai de 7 filhos maravilhosos! Presido o Instituto IESS (Instituto de Educação e Serviço Social) que, dentre outras atividades, provê atendimentos psicanalíticos, suporte jurídico por meio da arbitragem e mediação de conflitos. CIP (Psicanalista) sob nº 0001-12-PF-BR. DRT (Jornalista) sob n° 0009597/PR.

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