Os inimigos da Oração

(1) – Cansaço
“Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão.
Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.” (Is 40:29-31)

(2) – Distração
“Mas eu invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará.
De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz.” (Sl 55:16-17)

(3) – Inquietação
“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e o meu Deus.” (Sl 42:11)

(4) – Pressa
“Sacode o pó, levanta-te e assenta-te, ó Jerusalém; solta-te das ataduras de teu pescoço, ó cativa filha de Sião.
Porque assim diz o SENHOR: Por nada fostes vendidos; também sem dinheiro sereis resgatados.” (Is 52:2-3)

(5) – Desânimo
“Confortai as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes.
Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.” (Is 35:3-4)

(6) – Preguiça
“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Mt 7:7)

Por isso somos chamados a orar a todo instante, em tempo, e fora de tempo

“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens,” (1 Tm 2:1)

Porque somente pela oração venceremos.
Que Deus abençoe a ti, tua casa, bem como à obra de tuas mãos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém e amém! – (apóstolo ely silmar vidal – presidente da Convenção COJAE – foto da internet)

Às vésperas das olimpíadas no Brasil Terroristas do ESTADO ISLÂMICO criam canal em PORTUGUÊS

Comunidade de informações em ALERTA. O grupo Estado Islâmico, também conhecido como ISIS ou Daesh, lançou um canal de comunicações em língua portuguesa. O CANAL, chamado Nashir Português, ligado a uma agência chamada Nashir News Agency, já está no TELEGRAM.

Essa informação é muito importante e pode indicar que os terroristas tentam arregimentar seguidores em países de língua portuguesa. Isso foi detectado pela primeira vez e faz aumentar muito a preocupação entre militares e membros da comunidade de informações dos países de língua portuguesa.

Já postado no canal está um discurso com mais de 14 páginas de Abu Mu al-Adnani, principal porta-voz dos terroristas, já traduzido para a língua portuguesa. Nessa sexta-feira a mídia européia deu grande destaque ao assunto, redes de TV e mídia brasileira ainda não abordaram a questão.

Trechos do texto: “… Então ouça, ó América! Ouça, ó cruzados! Escutai, ó judeus! Nosso Senhor disse: E … Na verdade, aqueles que se opõem a ALLAH e Seu Mensageiro estarão entre os mais humilhados. ALLAH escreveu: ‘Eu certamente irei prevalecer, eu e os meus mensageiros.” … “os muçulmanos continuarão matando-os até que os judeus se escondam atrás de pedras e árvores…” … “Ouçam ó americanos, e entendam. O que você tem feito após estes 13 anos de guerra contra os mujahidin na Mesopotâmia, e o que eles têm feito? Na verdade, vocês vieram para o Iraque com dezenas, ou melhor, centenas de milhares, enquanto estávamos apenas em algumas centenas, ou melhor, dezenas, mais ou menos…”

“Que eles sobrevivam com prova”, é o primeiro título traduzido em português pelo ISIS. (É o mesmo texto que atualmente está no canal em inglês)

O canal de comunicação foi detectado ainda nessa quinta-feira.

Nas últimas semanas “surgiram” militantes portugueses nas redes sociais tentando arregimentar seguidores para o ISIS. São eles Steve Duarte Amieiro ou Celso Rodrigues da Costa desconfia-se de que sejam os responsáveis pela articulação do canal.

Outro canal, o Nashir English, (logotipo acima) também do ISIS, já funciona ha algum tempo no TELEGRAM e Internet. A ferramenta online cadastra adeptos de forma já conhecida pelos serviços de inteligência. Ainda que tenha sido denunciado por grupos de hackers, como o Anonymous, o canal permanece online. Abaixo um pequeno extrato do formulário de cadastro de seguidores no telegram. Obviamente algumas partes foram ocultadas pela editoria de Revista Sociedade Militar por questões de segurança.

Revista Sociedade Militar -sociedademilitar.com.br/wp/2016/06/urgente-as-vesperas-das-olimpiadas-no-brasil-terroristas-do-estado-islamico-criam-canal-em-portugues.html

Aos socialistas, 60 perguntas desconcertantes

Abaixo, listo as perguntas que devemos fazer após ouvirmos algumas afirmações socialistas. São perguntas simples e objetivas, porém, que nunca são respondidas. Provocam apenas eufemismos, retóricas, tentativas de desqualificar o autor das perguntas ou simplesmente faniquitos às vezes sentimentais, às vezes agressivos.

1 – O capitalismo exclui os pobres.

Você quer dizer que o capitalismo é o sistema que dedica-se a produzir joias, roupas de grife, carros esportivos e aviões executivos?

2 – O capitalismo gera pobreza.

Essa é a sua conclusão ao comparar a lista dos países de melhor qualidade de vida com a lista dos países com maior liberdade econômica?

3 – O capitalismo cria desigualdades.

Você poderia apontar um regime socialista no qual seus líderes usufruem dos mesmos confortos que a população comum?

4 – O capitalismo não valoriza os esforços do trabalhador.

Como o socialismo valoriza os esforços do trabalhador se ele cobra que todos os trabalhadores de uma mesma categoria devem receber os mesmos salários?

5 – O capitalismo destrói a natureza.

Você consegue imaginar quantas árvores deixaram de ser cortadas desde o surgimento da informática e da internet?

6 – Os bancos exploram as pessoas mais pobres.

Você já comparou o quanto uma pessoa comum paga de anuidade de cartão de crédito em relação ao quanto esta mesma pessoa paga de impostos ao governo num único dia?

7 – A publicidade capitalista induz as pessoas ao consumo.

São as propagandas na TV e os outdoors na rua promovendo a maconha, a cocaína e o crack que fazem as pessoas a consumir essas drogas?

8 – A mídia manipula a população contra o governo.

Em qual sentido, já que a mídia há 12 anos noticia sucessivos casos de corrupção e mesmo assim o PT está em seu 4° mandato consecutivo?

9 – O capitalismo cria necessidades que as pessoas não têm.

Necessidades do tipo… produtos de higiene pessoal, medicamentos, roupas, energia elétrica, meios de comunicação mais confiáveis do que pombos-correios, moradias mais confortáveis do que cavernas, veículos de transporte mais rápidos do que cavalos e armazenamento de dados mais eficientes do que pedras?

10 – O capitalismo oprime o consumidor.

Você quer dizer que o capitalismo oprime as pessoas ao oferecer produtos e serviços cada vez mais variados e a preços cada vez mais baixos?

11 – Os países escandinavos são exemplos de sucesso do socialismo.

Você considera exemplos de países socialistas aqueles que registram as menores participações do Estado na economia, os maiores níveis de liberdade econômica, as maiores taxas de poupança, as legislações que mais garantem a propriedade privada e as políticas que mais restringem a imigração?

12 – Eu falo dos programas sociais desses países.

Se você enxerga que programa social é a mesma coisa que sistema político-econômico, então, devo considerar que você também enxerga como países socialistas Alemanha, Suíça, Canadá, Austrália, Singapura, Japão, Coreia do Sul e, claro, Estados Unidos, já que eles empenham amplos programas sociais?

13 – Como escreveu Marx, o socialismo é inevitável, já que o capitalismo está fadado ao colapso.

Sendo assim, qual a razão do ativismo revolucionário socialista?

14 – Marx foi deturpado.

Você pode explicar como o socialismo científico de Marx seria viabilizado com sucesso sendo que ele ignora completamente o calculo de preços e, em consequência, o princípio da escassez?

15 – A burguesia é egoísta, racista, fascista e homofóbica.

Você se sente uma aberração genética e social por ser branco, nascido e criado na burguesia mas, a despeito disso, tem a mente e o coração voltados apenas para o bem da humanidade?

16 – Os capitalistas são preconceituosos.

Os socialistas não são preconceituosos ao afirmar sobre o caráter e sobre o merecimento das pessoas a partir dos seus endereços e de suas contas bancárias?

17 – Os mais pobres estão se conscientizando sobre os males do capitalismo.

Você poderia apontar alguma pesquisa que mostra que a maioria da população mais pobre não tem ambições capitalistas, que não deseja acumular capital e propriedade?

18 – O liberalismo defende que as grandes empresas tenham liberdade para fazer o que bem entenderem.

Qual foi o último livro de autor liberal que você leu?

19 – Os empresários só pensam no lucro.

Você sabia que para um empresário obter lucro, antes ele precisa pagar salários, fornecedores, impostos, encargos e ainda satisfazer seus clientes?

20 – Os empresários nunca pagam salários justos.

Você não acha que já está na hora dos socialistas montarem suas próprias empresas e começar a produzir de acordo com as relações de trabalho que eles tanto pregam?

21 – O Estado tem que cobrar mais impostos dos mais ricos.

Você aceitaria que o condomínio onde você mora decidisse cobrar mensalidades e taxas proporcionais à renda de cada morador?

22 – O governo faz bem ao gerar emprego em sua própria máquina administrativa.

Você aceitaria que o condomínio de seu prédio contratasse ascensoristas?

23 – O trabalhador tem que ter estabilidade de emprego, não pode ficar a mercê da vontade do patrão.

Você contrataria alguém que não possa demitir?

24 – A iniciativa privada corrompe o Estado.

Seguindo este raciocínio, o policial corrupto deve ser tratado como vítima?

25 – O capitalismo corrompe a arte.

Você já procurou saber que a grande maioria dos eventos e projetos culturais são bancados pelo governo?

26 – O governo tem que proteger a sociedade do capital financeiro.

Quem protege a sociedade do governo?

27 – O Estado tem que proteger a sociedade dos monopólios privados.

Quem protege a sociedade do monopólio estatal?

28 – A iniciativa privada também comete seus abusos e oferece maus serviços.

O que lhe causaria mais indignação: ser assaltado por um ladrão qualquer ou por um policial?

29 – Enquanto o Estado não controlar os principais meios de produção, a sociedade será refém da ganância e da corrupção dos capitalistas.

Quem garantiria à sociedade que os agentes do governo que viessem a controlar os principais meios de produção não seriam igualmente ou mais gananciosos e corruptos que àqueles que viessem a ser depostos?

30 – É papel do Estado promover a justiça social.

Como o Estado conseguiria saber o que cada indivíduo merece?

31 – Não é justo uns poucos terem muito enquanto a maioria tem tão pouco.

Quando você passa por um bairro rico e por um bairro pobre você consegue, só de olhar, saber que todos os moradores do primeiro são pessoas de péssima índole e que todos os moradores do segundo são pessoas dotadas de caráter admirável?

32 – A diminuição da maioridade penal não diminuirá a violência urbana.

Devemos, então, deixar solto um assassino, já que sua prisão não resolveria o problema da violência urbana?

33– A violência urbana é uma reação das classes mais baixas à ostentação burguesa.

Sob esta ótica, o estupro é uma reação dos homens solitários à forma sensual com a qual algumas mulheres se vestem?

34 – Todos têm direito a vida.

Por que, então, cada indivíduo não pode defender sua própria vida?

35 – A liberação do porte de armas aumentaria a violência.

Seguindo seu raciocínio, se liberarem o consumo de drogas como você defende, mais pessoas passariam a se drogar?

36 – Todos têm direito a educação, saúde, moradia, alimentação, lazer e transporte.

E se todos resolverem parar de trabalhar e esperar que o governo lhes ofereça tudo isso?

37 – As mulheres devem ter mais espaço na política.

Elas querem?

38 – A ditadura militar brasileira foi financiada pelos Estados Unidos.

Os grupos que lutavam contra a ditadura brasileira eram patrocinados por quem?

39 – Os interesses coletivos devem prevalecer sobre os interesses individuais.

Sendo assim, uma sociedade de maioria homofóbica tem o direito de intimidar, perseguir e matar gays?

40 – O socialismo luta pelos direitos dos gays, dos negros e das mulheres.

Por que, então, os socialistas repudiam os Estados Unidos, o país governado por um negro de origem pobre, onde os gays e as mulheres mais gozam de liberdade?

41 – Todos devem ser tratados igualmente.

Por que, então, vocês cobram tratamento especial a gays, negros, mulheres e líderes dos movimentos de esquerda?

42 – Cobrar o fim da CLT é uma atitude fascista.

Mas a CLT não foi criada por Getúlio Vargas, o ditador brasileiro que inspirou-se em Mussolini, o ditador fascista italiano?

43 – Eu só quero que mais pessoas tenham acesso aos produtos, serviços e tecnologias produzidas pelo capitalismo.

Como o socialismo espera atingir esse objetivo agindo contra o capitalismo?

44 – A pobreza na África é resultado do capitalismo.

Você quer dizer que antes a África era um próspero continente povoado por inúmeras tribos que amavam umas as outras?

45 – O governo deve controlar o lucro das empresas.

E se os donos das empresas não aceitarem?

46 – O Estado deve intervir para fazê-las funcionar em função do interesse social.

Lembrando que isso já foi feito em muitos países e deu tragicamente errado em todos eles, qual a garantia de que com vocês tudo seria diferente?

47 – Não sou comunista.

Como você enxergaria alguém que vota e defende pessoas e partidos que realizam eventos e fazem referência positiva a ideias, personagens e símbolos nazistas?

48 – Cuba foi vítima do embargo econômico dos Estados Unidos.

Lembrando que uma das principais ideias da Revolução Cubana era o rompimento das relações comerciais com os Estados Unidos, por que Cuba não se desenvolveu economicamente relacionando-se com outros países?

49 – A medicina de Cuba é muito avançada.

Onde são fabricados os equipamentos utilizados na medicina cubana?

50 – A educação cubana é uma das melhores do mundo.

Ao cidadão cubano, para que lhe serve a educação?

51 – Ninguém morre de fome em Cuba.

Cuba é uma ditadura do bem?

52 – Eu não defendo o governo de Cuba, nem da Venezuela.

Quais suas críticas aos dois governos?

53 – Eu apoio a Rússia, o Irã e a Palestina apenas por eles fazerem frente ao imperialismo norte-americano.

Então você, que defende a causa dos gays, dos negros e das mulheres apoia governos oficialmente homofóbicos, racistas e machistas apenas por eles fazerem frente aos Estados Unidos, aquele país construído por imigrantes, cuja presidente de sua maior empresa privada é uma transexual?

54 – É hipocrisia crucificar o PT. Não foi ele quem inventou a corrupção.

Devemos, então, deixar solto um estuprador, já que não foi ele quem inventou o estupro?

55– O PT reduziu drasticamente a pobreza no Brasil.

Considerando que o governo do PT estabeleceu que uma pessoa só deve ser qualificada como pobre se tiver renda abaixo de R$ 291, em qual classe social você enquadra o porteiro do prédio onde você mora?

56 – O PT é vítima de uma conspiração das elites capitalistas.

O PT é inocente de quais acusações?

57 – Não há base legal para um processo de Impeachment contra Dilma.

Você pensaria da mesma maneira se as mesmas acusações pesassem sobre um presidente da república de um partido não alinhado à suas convicções ideológicas?

58 – O governo FHC quebrou o Brasil.

Devo concluir que você reconhece os governos Sarney e Collor-Itamar como ótimas administrações?

59 – As classe mais baixas reconhecem que foi graças ao PT que elas melhoraram de vida.

Você conhece a pesquisa realizada pelo Instituto DataFavela em 63 favelas brasileiras, na qual comprova-se que apenas 4% de seus moradores afirmam ter melhorado de vida por causa de programas do governo?

60 – Não sou petista.

De quais acusações o PT é culpado?

João Cesar de Melo – 28/07/2015 -institutoliberal.org.br/blog/aos-socialistas-60-perguntas-desconcertantes/ – Foto: idiota comunista

Oração do dia 02/06/2016

Ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!
Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos.
De todo nos corrompemos contra ti e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo.
Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos.
E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os fareis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam no cabo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.
Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão.
Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo e dá-lhe graça perante este homem. (Ne 1:5-11)

Que Deus abençoe a ti, tua casa, bem como à obra de tuas mãos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém e amém! – (apóstolo ely silmar vidal – presidente da convenção COJAE – Corte de Justiça Arbitral e Eclesiástica – Oração do dia 02/06/2016)

Atrás de toda farda existe um adorador

Um potencial adorador atrás de toda farda.
Um homem que sonha, que ama, sorri, chora, e sente falta de seus irmãos, como qualquer outro.
Mas acima de tudo, um homem que sabe que para cá veio, a uma grande tarefa, e que, na grande maioria das vezes, procura cumprí-la, com o infinito amor de Deus em seu coração.
Que Deus abençoe a esses homens e mulheres, que abraçaram tão dura profissão, e que molde nossos olhos, para que os vejamos, como de fato são: “Nossos amigos e irmãos”! – (apóstolo ely silmar vidal – vídeo do I Congresso AMPEMG)

Homenagem aos Artistas Brasileiros

Naturalmente que esta homenagem não é dirigida a todos os artistas brasileiros, mas, especialmente aos “artistas” que estão pendurados nas tetas da “Lei Rouanet”.
Mais especialmente ainda, àqueles, que estão como Ronaldo, o jogador, que no cargo de Diretor do Comitê Organizador da Copa de 2014 disse em tom filosófico: “Não se faz copa com hospital” (Ronaldo)
Enchente na cidade e o hospital tendo suas dependências sendo invadidas pelas águas; e o País inteiro às voltas com discussões acerca da continuidade da Lei Rouanet.
Eu diria a esses “meretrizes” do dinheiro público, que criem vergonha na cara e que lutem para que o país volte a crescer, dentro das normas éticas e morais que possam favorecer ao povo que paga impostos (pobre e trabalhador) e que esses impostos sejam devolvidos à nação em forma de Saúde, Educação e Segurança. E você, o que acha disso?
Deixe seus comentários e se concorda com a postagem, por favor, curta, comente e compartilhe… (ely silmar vidal – jornalista e presidente da COJAE – Corte de Justiça Arbitral e Eclesiástica)

Questão não é mais se Dilma voltará ao governo, mas se – e quando – vai com Pimentel para a cadeia

Em 25 de fevereiro, no mesmo post em que comentei sobre o valor de 1,5 milhão de dólares do petrolão recebido pelo marqueteiro João Santana durante a campanha de reeleição de Dilma Rousseff, escrevi aqui:
“A reprovação das contas de campanha de Fernando Pimentel [PT-MG] pelo TSE por extrapolar em pelo menos 10 milhões de reais o valor previsto torna ainda mais ilegítima a reeleição de Dilma Rousseff, que explorou na campanha presidencial de 2014 o fracasso do senador Aécio Neves em emplacar o segundo sucessor tucano no governo de Minas Gerais.

Pimentel, cujo mandato de governador poderá ser cassado, venceu logo no primeiro turno Pimenta da Veiga por 52,98% a 41,89% dos votos, o que ainda deixou Aécio com muito menos palanque no estado para o segundo turno de sua campanha presidencial.

A vitória de Dilma sobre Aécio em Minas por 51,64% a 48,36% dos votos foi decisiva para a reeleição da petista na acirrada disputa nacional com o tucano.

Em suma: Dilma foi eleita, reeleita e mantida no poder à base de grandes, enormes e supremos golpes no país.”

Agora, a delação premiada do empresário e operador do PT Benedito de Oliveira Neto, o Bené, no âmbito da Operação Acrônimo, reforça ainda mais a minha tese.

Como se sabe, ele contou à Polícia Federal que teve de providenciar uma quitinete em Brasília para guardar o dinheiro arrecadado para o caixa dois da campanha de Pimentel em 2014, chegando a armazenar R$ 12 milhões em espécie no imóvel.

O Instituto Vox Populi – o favorito de petistas e blogs sujos do PT na hora de citar (e, mesmo assim, distorcer) dados de pesquisas de opinião* – lavou dinheiro de propina para Fernando Pimentel, segundo o depoimento de Bené reproduzido pela Época:

“Cerca de R$ 750 mil foram pagos mediante a quitação de despesas da campanha eleitoral de Pimentel junto ao Instituto Vox Populi. E, para viabilizar esse pagamento ao Instituto Vox Populi, o colaborador conversou com HUMBERTO e com um diretor comercial do instituto, MARCIO HIRAN, para que eles ajustassem a emissão da nota fiscal e a efetivação do pagamento. Os serviços declarados na nota fiscal não foram efetivamente prestados ao grupo JHSF, mas sim à campanha eleitoral de 2014 de FERNANDO PIMENTEL.”

O Radar de VEJA informa nesta sexta-feira: “Enquanto Fernando Pimentel tenta no STF impedir que o STJ aceite a denúncia que sobre ele pesa devido à operação Acrônimo, ministros do Superior Tribunal já discutem até mesmo a necessidade de se determinar o afastamento cautelar do governador do cargo”.

É mesmo espantoso que Pimentel ainda não tenha se unido a Dilma no time dos afastados, que inclui também Eduardo Cunha. A conexão Dilma-Pimentel é caso de polícia.

Bené ainda afirmou que Giles Azevedo, um dos mais próximos assessores de Dilma, usou um contrato de R$ 44,7 milhões da Secretaria de Comunicação da Presidência com a agência Click para pagar dívidas da campanha de Dilma com a agência Pepper. É a primeira denúncia sobre desvio de dinheiro do Planalto para a campanha presidencial e a enésima amostra do quão patética é a ideia de que Dilma foi eleita democraticamente.

Para completar, e-mails em posse da Procuradoria-Geral da República, de acordo com informações de Merval Pereira, mostram que “a ministra” Dilma sabia do arranjo de propina para políticos do PT na compra de Pasadena (a popular #PassaDilma) antes da aprovação do negócio – como Nestor Cerveró disse supor – e também que o esquema na Petrobras pagou despesas pessoais como seu cabelereiro Celso Kamura e até um teleprompter especial (adaptado à gramática da mulher sapiens).

Isto sem falar, claro, nas denúncias de Delcídio do Amaral confirmadas por Marcelo Odebrecht de que ela atuou para atrapalhar a Lava Jato no STJ e na gravação de sua conversa com Lula sobre o termo de posse para evitar a prisão do antecessor.

A questão não é mais se Dilma voltará ao governo, mas se – e quando – vai com Pimentel para a cadeia.

*******

-veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/questao-nao-e-mais-se-dilma-voltara-ao-governo-mas-se-e-quando-vai-com-pimentel-para-a-cadeia/ – 03/06/2016

Acabou o fosso ideológico que separava governo e Forças Armadas

A Constituição Federal (Art. 142) estabelece que as Forças Armadas (FA) são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e se destinam à defesa da pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Hierarquia e disciplina são princípios essenciais, pois sem elas as FA se fracionariam em grupos rivais, perderiam o caráter nacional e a confiança da nação e se tornariam uma ameaça à sociedade. No âmbito do marco legal, a troca de governo não afeta a subordinação das FA aos poderes da União, pois ela é institucional, e não pessoal.

Além da defesa da pátria, a forças têm a missão de garantir os três Poderes constitucionais. Em uma eventual crise entre eles, as FA se subordinarão ao que estiver amparado no marco legal. O equilíbrio e a harmonia entre os Poderes da União são indispensáveis à normalidade democrática, pois em uma improvável falência simultânea dos três as FA se veriam obrigadas a agir, por iniciativa, para manter a paz interna e evitar a guerra civil e a dissolução do Estado e da nação.

No Brasil, a ideologia socialista começou a se firmar com a criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1922 –filiado ao Partido Comunista da antiga URSS, ao qual se subordinou como exigiam as condições de filiação. A impatriótica submissão a país estrangeiro e à ideologia socialista antidemocrática incompatibilizou o PCB com as FA. Hoje, o PT –como pode ser visto no caderno de Teses de seu Congresso–, os partidos aliados e suas lideranças são declaradamente socialistas, internacionalistas e filiados ao Foro de São Paulo, organização internacional que lidera a implantação desse regime na América Latina.

O socialismo, objetivo ainda não alcançado pelo PT, é um regime totalitário, com partido único ou hegemônico, impede a alternância de poder, não reconhece o direito de propriedade, centraliza os meios de produção e o planejamento econômico e elimina as liberdades fundamentais. Há uma total oposição aos ideais das FA, instituições conservadoras, mas não retrógradas e imobilistas.

Ao contrário do massificado pela propaganda socialista, o conservadorismo é progressista, mas quer o progresso com temperança e ao amparo da experiência, tradição, conhecimento e cultura anteriores, condições para uma evolução segura ao porvir. As FA são instituições democráticas e não aceitam ideologias dogmáticas, implantadas por revoluções que desprezam o passado e, na busca de ilusórias utopias, eliminam a liberdade e abusam da violência.

E o regime militar? Questionariam alguns. Era, sim, um regime de exceção, como reconheciam os presidentes militares, que sempre manifestaram o propósito de redemocratização. Autoritário, por limitar liberdades democráticas, mas não totalitário, que as eliminaria. A redemocratização uniu a nação e foi conduzida pelo próprio governo militar de forma gradual e sem retrocessos, após neutralizar a esquerda revolucionária que buscava implantar a ditadura socialista como a de Cuba e China, ainda hoje totalitárias.

Documentos dos governos petistas propõem ações para transformar nossa democracia em um regime socialista, sendo a imobilização das FA um objetivo intermediário, pois elas são um óbice a esse desígnio. Entre outras ações, podem ser listadas:

– controlar todos os setores da sociedade, inclusive a mídia, por meio de conselhos sociais, uma reedição tropical dos soviets da revolução bolchevista russa de 1917;

– estabelecer a hegemonia do partido na sociedade, forma de controle prevista na estratégia gramcista e que antecede ao assalto ao Estado e à imposição do socialismo;

– rever a Lei de Anistia para punir apenas os agentes do Estado que combateram a luta armada, a despeito dos pareceres da AGU e da PGR e da decisão do STF, em 2010, que confirmaram a abrangência ampla e geral da lei;

– modificar os currículos das academias militares e promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista, ou seja, politizar e submeter as FA ao projeto petista, transformando-as, de instituições nacionais apartidárias, em braço armado do partido –como as SA e SS, na Alemanha nazista, e as FA bolivarianas, na Venezuela.

A profissão das armas é serviço e servidão. Serviço à pátria, compromisso perene e exclusivo com a nação e as instituições, e servidão à Constituição Federal, às leis e aos valores morais e profissionais que regem a carreira das armas. Serviço e servidão, que nunca serão a pessoas, partidos ou associações de qualquer natureza. Serviço e servidão que fazem da carreira militar um nobre sacerdócio cívico, com o compromisso de sacrificar a vida pela pátria e instituições, se necessário.

O militar brasileiro é patriota por vocação e respeita e admira a história, as tradições e os heróis nacionais. O patriotismo das FA inclui o nacionalismo, mas não o xenófobo de setores bisonhos nem o tacanho de viés antiamericano dos socialistas. O nacionalismo socialista é materialista, supervaloriza a economia, mas não cultua a pátria e os valores nacionais –pelo contrário, busca desacreditá-los. Para as FA, a unidade nacional é cláusula pétrea, por isso, repudiam a luta de classes pregada pelos socialistas e a corrosiva campanha lulopetista de “nós contra eles”.

A crise de valores e a corrupção, que assolam o país, estão disseminadas pela liderança política, independente do partido, e não começaram com o PT, embora tenham chegado a níveis desastrosos com sua ascensão ao poder e o uso da corrupção como política de governo. A falta de credibilidade na classe política gera dúvidas, justificáveis, se o novo governo pautará sua conduta por princípios éticos, morais e cívicos. Porém, ao contrário do governo afastado, o atual é democrata e organizado com representantes da esquerda e da direita situados no centro democrático. Assim, não existe fosso ideológico entre o atual governo e as FA.

General Luiz Eduardo Rocha Paiva

Matéria publicada no UOL Notícias Opinião – 01/06/2016 -oestadobrasileiro.com.br/acabou-o-fosso-ideologico-que-separava-governo-e-forcas-armadas-gen-rocha-paiva/

O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental

Geralmente vemos esquerdistas se referirem a quem é da direita como um “louco da direita”, e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos esquerdistas:
Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.

O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional)

O modelo de mente esquerdista

O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

Competência em uma sociedade livre

Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:
•Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
•Atuação – Agir com propósito.
•Autonomia – Agir independentemente.
•Soberania- Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.

Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:
1.Honra a soberania do indivíduo
2.Respeita a liberdade do indivíduo.
3.Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
4.Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
5.Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.

Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:
1.Direito de auto-propriedade (autonomia)
2.Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
3.Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
4.Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
5.Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
6.Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
7.Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)

Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os. A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:
1.Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
2.A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
3.A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
4.O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
5.A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
6.Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
7.A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
8.Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
9.Cidadãos são como crianças de um governo parental.
10.A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
11.As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
12.O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
13.Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
14.O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
15.Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
16.O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
17.O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
18.A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
19.As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
20.Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
21.A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
22.Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
23.Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
24.Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
25.O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
26.O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.

Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:
1.Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
2.Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
3.Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
4.Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
5.Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
6.Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
7.A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
8.A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
9.Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
10.Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
11.Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
12.População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
13.A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
14.Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.

Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

Por que a mente esquerdista é uma patologia?

Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:

Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.

Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto)

Rossiter nos diz mais:
Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.

Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

Os cinco déficits principais do esquerdista

Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.

Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança “mimada”, que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.

Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.

Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do esquerdismo. É a fase “final” da escolha.

Uma cura para o esquerdismo?

Com uma identidade mantida por uma série de neuroses, o esquerdista não consegue mais assumir responsabilidades pelos seus atos, e muito menos pelas consequências de suas ações. Tende a se fazer de vítima para conseguir o que quer, e não se furta em mentir para conseguir seus objetivos. É quando podemos questionar: há uma cura para isso tudo? Possivelmente, mas a questão é que o esquerdista deve buscar ajuda por si próprio, mas quanto mais ele estiver recebendo reforço de seus grupos, menos vontade ele terá para fazê-lo. Ao contrário, mesmo com tantos déficits e tamanhos delírios, ele sempre julgará estar com a razão.

Diante disso, quem pode fazer algo pelos esquerdistas são os direitistas, mas isso só pode acontecer pela via da refutação e do desmascaramento de suas ações. Incapazes de julgarem seus próprios atos, jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos. A refutação de uma parte externa, não contaminada pela ideologia esquerdista, é a única alternativa que pode dar um fio de esperança ao esquerdista.

Entretanto, mesmo que ainda exista esperança para o esquerdista, os maiores afetados são os não-esquerdistas, que possuem suas vidas impactadas por suas crenças. Por isso, as nossas ações não devem ser realizadas primeiramente em prol de salvar os esquerdistas de suas patologias (envergonhando-o, por suas mentiras, assim como denunciando suas chantagens emocionais) , mas sim por salvar-nos das consequências de suas neuroses e psicoses.

Nesse intento, entender por que eles achem assim, como eles se sentem, e o que os tornou assim, passa a ser essencial. Neste ponto, a obra de Lyle Rossiter é simplesmente um achado.

-lucianoayan.com/2013/02/26/o-psiquiatra-lyle-rossiter-nos-comprova-que-o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental/

III Jornadas Clínicas

A mãe, a mulher e os semblantes do feminino Questões Clínicas
Datas: 27/08/2016 e 03/09/2016
Dr. Jésus Santiago – 27/08 – Mestre e doutor em Psicopatologia e Psicanálise Université de Paris VIII. Docente Mestrado/Doutorado em Estudos Psicanalíticos – UFMG. EBP/BH
Dr. Marcus André Vieira – 03/09 – Doutor em Psicanálise (Doctorat Nouveau Régime) e Diplôme D´études Approfondies en Psychanalysee pela Université de Paris VIII – Docente PUC/RJ. EBP/RJ

Os intelectuais de esquerda, a discordância como ofensa, e as universidades como zonas de guerra

Eis um fenômeno revelador de uma certa personalidade e mentalidade progressista: qualquer um que não reze pela cartilha, qualquer um que discorde de qualquer ponto ou aspecto da ideologia culturalmente dominante, não é um indivíduo que discorda de um argumento A ou B, mas sim um agressor, um infame que ousa recusar-se a aceitar a superioridade da ideologia perfeita.
Se antes apenas alguns doutrinários e doutrinados das ideologias progressistas (muitas delas de esquerda) seriam capazes de pessoalmente se indignar com o interlocutor de forma ostensiva, com ameaças verbais e até agressões físicas, hoje tal comportamento de indignação agressiva virou moeda comum graças ao conforto, proteção e distância física propiciada pela internet. Para muitos desses progressistas das esquerdas de variadas matizes (e não só para eles), a internet é um poderoso estimulante comportamental, como a cocaína ou o crack para criminosos.

Usando a tela e o teclado como escudos, difamam, injuriam, caluniam e passeiam por outros artigos do código penal sem o menor escrúpulo ou drama de consciência. O fazem porque se consideram inimputáveis legalmente e ideologicamente. E se acham inimputáveis porque se veem alicerçados e justificados no pensamento político e cultural dominante gerado e legitimado pelos intelectuais e difundido e ratificado pela intelligentsia.[1]

Se a cosmovisão que lhes é transmitida pela maioria dos professores do ensino fundamental à universidade, onde ganha uma roupagem científica, com aceitação ativa ou passiva dos pais, familiares, amigos e colegas, é ratificada e ampliada por certa imprensa, comentaristas, personalidades culturais, intelectuais e até mesmo empresários, é compreensível que considerem-na correta, como a única e perfeita resposta para todos os problemas ocorridos dentro da sociedade.

Quando se acredita acriticamente em uma ideia ou em um corpo de ideias como sendo um instrumento de perfeição e de resolução plena e absoluta de todas as questões que regularmente emergem na vida em sociedade — a qual é formada pela interação entre indivíduos com desejos, anseios, vontades e objetivos diferentes —, a imperfectibilidade intrínseca a qualquer criação humana é simplesmente ignorada ou estrategicamente descartada, para que a ideologia cumpra o seu destino histórico.

Dessa forma, uma posição contrária àquele sistema de pensamento, àquela mentalidade, àquela falaciosa estrutura de utopia realizável no futuro, não é entendida ou assimilada como aquilo que realmente é, mas como uma afronta, uma ofensa, uma reação estúpida e débil a uma manifestação superior de inteligência.

O tom de toda reação esquerdista é similar: “como ousas me questionar?”.

A influência dos intelectuais em uma democracia pode ser imensa ou crucial no curso do desenvolvimento social, a depender “das circunstâncias adjacentes, incluindo os níveis de liberdade para a propagação de suas ideias, em vez de se tornarem meros instrumentos de propaganda, como acontece nos países totalitários”.[2]

E quanto mais amplo o ambiente de liberdade em que o intelectual progressista pode se expressar e exercer a sua influência, maior a possibilidade de convencimento e persuasão de uma parte da sociedade em relação a ideias que põem em risco exatamente esse ambiente de liberdade que permitiu a propagação destas ideias.

O professor Mark Lilla, que dissecou o assunto em seu excelente The Reckless Mind: Intellectuals in Politics, relata que “professores distintos, poetas talentosos e jornalistas influentes reuniram suas habilidades a fim de convencer, a todos os seus ouvintes e admiradores, que os tiranos modernos eram libertadores e que seus crimes hediondos eram nobres — bastava vê-los sob a perspectiva correta”.

Aquele que se dedicasse a “escrever, honestamente, sobre a história intelectual do século XX na Europa”, advertiu Lilla, teria “que ter estômago forte”.[3]

Por qual razão os intelectuais progressistas e a intelligentsia atentam contra a sociedade e o ambiente de liberdade que os permitiu existir e se expressar?

Uma parte da resposta talvez esteja em dois pontos claramente identificáveis: o primeiro é se considerarem superiores aos demais indivíduos, como se fossem os eleitos, ou, para usar a expressão de Sowell, os ungidos[4], prontos para iluminar e conduzir a sociedade; o segundo é uma peculiar visão de sociedade baseada na concepção de pessoas abstratas que vivem em um mundo abstrato, o que torna possível criar intelectualmente um modelo ideal de sociedade que exige a exclusão da realidade fática.

No primeiro ponto, a certeza da superioridade moral e ideológica faz com que esses intelectuais olhem para a humanidade como um problema incômodo a ser resolvido, e com desprezo para os seus críticos, convertidos em inimigos e sendo um mal a ser extirpado. Essa perspectiva transborda para a intelligentsia e anaboliza a fúria dos inocentes úteis (servidores públicos, estudantes universitários, desempregados, ressentidos etc.). Muitos deles sequer sabem que são meros instrumentos de uma causa, mas agem em seus ambientes (em cursos de graduação e departamentos universitários, por exemplo) como uma minoria histérica que se apresenta ao debate como legítimos representantes dos grupos dos quais fazem parte (a maioria silenciosa, interessada em trabalhar ou estudar, acaba por ser afetada e denegrida).

A internet, para a intelligentsia e seus inocentes úteis, funciona como um megafone moderno. Eles ocupam as redes sociais, os espaços de comentários de blogs e sites, criam seus próprios blogs e sites, muitos financiados pelo governo de turno, para vocalizar sua ideologia, hoje dominante, e atacar os inimigos. Tenho certeza de que você, leitor, em algum momento, já se deparou com um desses, mesmo que não tenha sido uma vítima direta dos ataques.

O modus operandi é sempre o mesmo, seja na ação ou na reação. Sobrepõem temas freneticamente, lançam informações falsas ou adulteradas, distribuem acusações as mais estapafúrdias, muitas valendo-se de polilogismo. Fazem, enfim, o que podem para não permitir que nenhuma discussão prospere, pois isto exibiria a fragilidade dos argumentos ou a própria ignorância individual acerca do tema em questão. É uma impossibilidade desenvolver um debate de ideias e uma ingenuidade esperar que possa havê-lo. Trata-se, no mais das vezes, de perda de tempo e de um custo emocional.

No que tange ao segundo ponto, ou seja, a visão social peculiar ancorada em pessoas abstratas vivendo em um mundo abstrato, a realidade, para esses intelectuais progressistas, é um obstáculo a ser superado. Porque as pessoas reais e o mundo existente não podem ser moldados ou redesenhados de acordo com a teoria. Por outro lado, as pessoas e o mundo abstratos, aqueles que só existem num exercício teórico de abstração, podem ser concebidos, remodelados, reprogramados segundo a necessidade circunstancial e as contingências.

Assim, quando o regime no poder decide aplicar à realidade o sistema construído sob as abstrações, há um choque violento que resulta em vítimas de carne e osso. Se o real não se adequa ao abstrato, pior para o real e para todos que nele vivem.

Segundo Sowell:

Quando diferenças reais entre pessoas reais são mencionadas ou levadas em consideração por outros, os intelectuais são os primeiros a declarar que são meras “percepções” e meros “estereótipos”. Evidência para conclusões tão apressadas são raramente perguntadas ou fornecidas. Igualdade abstrata é o ponto de partida a priori de suas suposições. Não há motivo algum para que pessoas abstratas tenham resultados diferentes quando suas diferenças reais em capacidade foram, abstratamente, descartadas. (…)

A excepcional facilidade que os intelectuais têm para lidar com abstrações não elimina a diferença entre essas abstrações e o mundo real. Nem mesmo garante que aquilo que é válido e verdadeiro para essas abstrações seja igualmente verdadeiro na realidade, muito menos garante que as sofisticadas visões abstratas dos intelectuais deveriam passar por cima das experiências diretas das pessoas vivendo no mundo real.

Os intelectuais podem, de fato, desconsiderar as “percepções” dos outros, rotulando-as como “estereótipos” ou “mitos”, mas isso não é o mesmo que provar que elas estão empiricamente erradas, mesmo quando um número notável de intelectuais age como se elas estivessem.

Por trás da prática disseminada de considerar diferenças de grupo em “representações” demográficas, em várias profissões e instituições, e utilizando os níveis de renda como evidência de discriminação, existe a noção implícita de que os grupos não podem ser diferentes ou que quaisquer diferenças são culpa da “sociedade”, a qual deve corrigir seus erros e seus pecados.[5]

Sowell considera que o ponto fundamental “não é dizer que a intelligentsia estava enganada ou mal informada sobre determinadas questões”, mas “que, ao pensar em termos de pessoas abstratas num mundo abstrato, os intelectuais se furtam à responsabilidade e ao trabalho árduo de apreender os fatos reais sobre pessoas reais vivendo num mundo real, fatos que geralmente explicam as discrepâncias entre o que os intelectuais veem e o que eles gostariam de ver”.

Furtar-se à realidade, a meu ver, não só é mais trabalhoso e exige responsabilidade, como torna imprescindível reconhecer a sua existência, ou seja, as suas variáveis, nuances, limitações, imperfeições. Isso explica por que, segundo o autor, muitos intelectuais interpretam como erros do mundo as diferenças entre teoria e realidade que estão na origem da confusão de entendimento do que sejam problemas sociais.

Mas essa confusão, proposital ou ideologicamente orientada, serve para justificar a implantação de medidas políticas de cima para baixo pelo poder centralizado a que os intelectuais servem em maior ou menor grau.

Para os inocentes úteis nas universidades, muito deles revolucionários de Facebook submersos no mundo abstrato de pessoas abstratas criado pelos intelectuais e pela intelligentsia (representada pelos seus professores, diretores de departamentos), a realidade representada por indivíduos concretos com uma visão de mundo contrária à deles é um choque. E o impacto desse contato lhes provoca repugnância e reações destemperadas.

Trata-se de uma situação interessante e um tanto absurda se considerarmos que uma parcela desses jovens terá contato com o mundo real através do mundo virtual. Cada atitude reacionária pessoalmente ou pelas redes sociais é derivada desse espanto com a realidade. O grau de agressividade parece estar relacionado e ser proporcional ao nível de abstração desenvolvido pelo agente.

O desequilíbrio exposto nessas reações também pode ser explicado pela saída da zona de conforto que a ideologia provê a partir das abstrações, das orientações, ou das ordens emitidas por um corpo de ideias que abrange e agrega uma única solução para todos os problemas. Viver dentro dessa bolha é mais confortável do que encarar a incômoda condição de manter uma visão crítica (e imperfeita, sem respostas prontas e acabadas), não-dogmática, intelectualmente honesta. Acima de tudo, é desconfortável a posição de viver num ambiente de incertezas no qual é preciso a cada momento assumir os riscos das próprias escolhas e testar a dimensão de sua responsabilidade.

“O fardo de tomar as próprias decisões é, para muitas pessoas, intolerável. Estar vinculado à necessidade de decidir por conta própria é ser escravo de seus próprios ímpetos”, afirmou escritor Anthony Burgess num texto primoroso. “É mais fácil receber orientações: fume tal cigarro — 90% menos alcatrão; leia tal livro — 75 semanas na lista de best-sellers; não veja tal filme”, completou.

Na semana passada, conversei com um professor de uma universidade federal. O seu relato deixou-me ainda mais abismado do que eu poderia imaginar previamente. O nível do aparelhamento ideológico do departamento a que ele está vinculado já ultrapassou há muito a patologia, a estupidez e a mera desonestidade. Para tornar a história ainda mais absurda, tornou-se a vítima preferencial do chefe do departamento e dos demais professores do curso, assim como dos alunos incitados por aqueles, por não se submeter àquela visão de mundo, de sociedade, de indivíduos, de política, de ideologia.

Instigado pelo professor para verificar um exemplo ínfimo do que ele vivencia profissionalmente, visitei a comunidade do Facebook onde esses personagens militam em detrimento da universidade e da inteligência. O que li é de fazer qualquer pessoa sensata duvidar que uma parte da humanidade fora agraciada com as conquistas do processo civilizatório. Professores e alunos competindo naquela esfera de estupidez elevada ou pretensiosa que o escritor austríaco Robert Müsil considerava como a verdadeira doença da cultura e que se infiltrava nas mais altas esferas intelectuais, tinha enorme influência dentro da sociedade e se manifestava com a participação ativa “na agitação da vida intelectual, especialmente na sua inconstância e ausência de resultados”.[6]

Naquele universo restrito da rede social, a cada tentativa de concatenação de falta de ideias combinadas com insultos, emergia a prova empírica de como se desenvolveu e se manifesta essa estrutura de pensamento progressista e o horror que seus agentes expressam de forma agressiva contra o elemento de perturbação daquela ordem. Isso suscitava ataques e ultrajes dos mais variados contra o professor, que, diante da minha sugestão diplomática, respondeu-me que em hipótese alguma sairia daquele grupo, pois sua posição era a única nota crítica naquela terra desolada.

De alguma forma, ele acredita que suas opiniões possam influenciar um ou outro aluno ou professor, ou, ainda mais importante, demonstrar que a minoria histérica não é a categoria exclusiva virtuosa e superior que pretende ser.

Se os intelectuais e a intelligentsia consideram a discordância uma ofensa, o professor usa a razão como instrumento de resistência. Admiro. Apoio.

[1] Uso intelectuais e intelligentsia nos sentidos atribuídos por Thomas Sowell no excelente Os Intelectuais e a Sociedade (São Paulo: É Realizações, 2011), ou seja, intelectual como “uma categoria ocupacional, composta por pessoas cujas ocupações profissionais operam fundamentalmente em função de ideias — falo de escritores, acadêmicos e afins” (p. 16) e intelligentsia como o grupo formado, “em grande parte, pelo corpo de professores, jornalistas, ativistas sociais, adidos políticos, funcionários do judiciário e outros que fundamentam suas crenças ou ações a partir das ideias produzidas pelos intelectuais do primeiro escalão” (p. 21).

[2] Ibid., p. 7.

[3] Mark Lilla, The Reckless Mind: Intellectuals in Politics, New York: New York Review of Books, 2001, p. 198, citado por Thomas Sowell Os Intelectuais e a Sociedade, p. 9.

[4] The Vision of The Anointed, Self-Congratulation as Basis for Social Policy, New York: Basic Books, 1995

[5] Thomas Sowell, Os Intelectuais e a Sociedade, p. 182-184.

[6] Robert Musil, Precision and Soul: Essays and Addresses, Chicago: The University of Chicago Press, 1990, p. 284.

Bruno Garschagen – 07/04/2016 – autor do best seller “Pare de Acreditar no Governo – Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado” (Editora Record). É graduado em Direito, Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), professor de Ciência Política, tradutor, blogger (-brunogarschagen.com), podcaster do Instituto Mises Brasil e membro do conselho editorial da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia.
-mises.org.br/Article.aspx?id=2381